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Ele parecia ser um simples dentista. Até descobrirem isso

Sylviane Boulesteix recebeu uma ligação do consultório de seu dentista informando-a de que o doutor Jacobus Van Nierop estava aguardando-a na sala de operações. Apesar de achar estranho, afinal ela só precisava apertar o aparelho, Sylviane foi ao consutório. Deitada na cadeira, ela aguardou o único dentista do pequeno vilarejo francês onde mora dizer o que estava acontecendo. Mas, sem explicações, o doutor Jacobus aplicou sete ou oito injeções em suas gengivas, e arrancou 8 dentes de uma só vez.

Sentindo muita dor, Sylviane ficou sem entender nada. "Fiquei sangrando por dias" disse ela, e quando voltou ao consultório para que o doutor aliviasse sua dor, ele se recusou.

Ele parecia ser um simples dentista. Até descobrirem isso

Van Nierop, um carismático dentista holandês, já foi considerado a salvação do pequeno vilarejo de Château-Chinon, há 320 km de Paris, onde os aproximadamente 2.000 moradores precisam viajar longas distâncias para achar um dentista ou médico. Seu histórico era impecável, e todos os moradores ficaram muito felizes de poderem contar com um dentista na área.

O que ninguém sabia é que Van Nierop foi objeto de ações disciplinares em seu país, e forneceu documentos falsos para praticar odontologia na França.

A lista de acusações do vilarejo contra Van Nierop é longa: extrações desnecessárias, má utilização de anestésicos, abscessos, procedimentos que deixaram pacientes com infecções ou pedaços de ferramentas na boca e abusos de cobrança.

O "dentista do horror" como ficou conhecido na imprensa francesa diz que lembra apenas de 75 dos muitos pacientes que o acusam de "mutilações" ou "deficiências permanentes". Ele é acusado de violência internacional e fraude, e pode ficar 10 anos na prisão, além de pagar uma multa de 375.000 euros (+ R$ 1,5 milhão) se condenado.

Ao ser acusado, Van Nierop fugiu para o Canadá, e se escondeu no vilarejo de Nackawic. Ninguém lá sabia que ele era procurado na França. Eventualmente, ele foi encontrado e extraditado para a Holanda e, depois, França.

Van Nierop alegou problemas psicológicos para evitar as acusações. Ele diz sofrer de um transtorno de personalidade, agravado pelo fato de ser transgênero. Disse ainda já ter tentado o suicídio inúmeras vezes.

"Sou totalmente bloqueado por dentro e não quero explicar nada", disse ao juiz. "Você pode me prender para sempre... não vai fazer diferença". Ao ser perguntado como se sentia por ter feito o que fez a seus pacientes, ele não mostrou emoções. "Não me afeta", disse.

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