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As cinco razões para VOCÊ NÃO IR às manifestações deste domingo em todo o Brasil

Enquanto milhares de pessoas devem tomar as ruas neste domingo (16) em todo o Brasil e em cidades do exterior, todas protestando contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o partido dela, o PT, outros milhares devem permanecer em suas casas, sem abraçar a causa dos que estão insatisfeitos com a atual situação do País.

Veja 5 razões pra você IR às manifestação.

Não que quem não vá para a rua neste dia 16 de agosto esteja satisfeito: em geral, são os mesmos que não se sentiram à vontade de encampar os atos dos dias 15 de março e 12 de abril, mas que também não concordam com algumas das bandeiras e das figuras que estarão presentes mais uma vez nos protestos ‘Fora Dilma’ e ‘Fora PT’.

Se você não entende a razão que não leva uma porção substancial da população às ruas contra o governo, apresentamos cinco razões que motivam aqueles que não vão aos protestos deste domingo.

 

Veja 5 razões pra você IR às manifestação.

1. ‘Golpismo’

Quem não vai para a rua neste domingo, em parte, vê uma atitude ‘golpista’ naqueles que pregam o impeachment da presidente Dilma Rousseff “a qualquer custo”. Nesse grupo ‘anti-golpe’ estão inseridos não só aqueles que votaram pela reeleição da petista por mais quatro anos, mas também vários descontentes com o governo federal. O que une esses aglomerados é a necessidade de motivações jurídicas e constitucionais para que um processo de impeachment seja aberto contra a presidente da República. Como nem a Justiça Eleitoral impugnou a candidatura de Dilma nas eleições de 2014 por eventuais irregularidades, nem o Tribunal de Contas da União (TCU) sugeriu em parecer final a reprovação das contas da petista pelas ‘pedaladas fiscais’, não há lastro para a queda da mandatária. Para quem não aderiu aos atos, é preciso aguardar as investigações – incluindo aqui os desenlaces da Operação Lava Jato, que aponta o envolvimento de petistas, sem com isso respingar até aqui em Dilma.

As cinco razões para VOCÊ NÃO IR às manifestações deste domingo em todo o Brasil

2. Consciência histórica

A variedade de correntes e diferentes formas de pensar a República é um elemento considerável dos atos contra Dilma Rousseff e contra o PT. Dentre os que querem o impeachment aparecem correntes mais reacionárias, como aqueles que defendem uma intervenção militar. Quem viveu a ditadura militar, entre 1964 e 1985, sabe bem o tamanho do retrocesso histórico que tal tese representa, o que apresenta um bom argumento para não ir às ruas neste dia 16, mesmo entre parte dos insatisfeitos com Dilma. A consciência histórica não para por aí: o próprio processo de impeachment, como se sabe, é considerado bastante traumático, trazendo forte instabilidade política e econômica. Pouco vem se discutindo sobre “o que vem depois”, caso um pedido de impeachment venha a vingar nos próximos meses no Congresso Nacional. Assim, a ‘saída’ pedida pelas ruas pode se tornar um quadro agravado da atual crise.

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3. Legitimidade

Com mais de 54 milhões de votos, Dilma Rousseff venceu as eleições presidenciais de 2014, batendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por uma margem de pouco mais de três milhões de votos. É esse o principal argumento de atual presidente para defender o seu novo mandato de quatro anos, refutando qualquer possibilidade de impeachment ou até de renúncia ao cargo que ocupa. Sem elementos postos neste momento para que ela deixe o poder, setores da oposição pregaram um cenário de ‘novas eleições’ para o País, já que pesquisas recentes mostrariam uma ‘crise de legitimidade’ de Dilma – a aprovação dela é a pior da história recente do Brasil. Para quem não vai aos atos, porém, a República não é pautada por pesquisas de satisfação, mas sim pela vontade popular demonstrada nas eleições.

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4. Crise política

Embora apontados como grandes causadores de toda a crise política e, por consequência, pela crise econômica do Brasil, o PT e a presidente Dilma Rousseff não estão sozinhos. É essa a percepção de quem não vai para a rua protestar ao lado dos que querem a queda do governo. As crises que o País enfrenta podem ser relacionadas a outros atores, como o próprio empresariado (que tomou dinheiro no passado recente, mas em muitos casos não reinvestiu, preferindo repor perdas nas margens de lucro), até os ‘inimigos’ do governo no Congresso Nacional, como o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – este motivador das chamadas ‘pautas-bomba’ e protagonista em várias derrotas do governo Dilma no Legislativo federal. Além disso, a falta de uma reforma política de fato mostra que o quadro caótico não possui ‘mais de um pai’, respingando em personagens que não serão alvo da ira das manifestações.

As cinco razões para VOCÊ NÃO IR às manifestações deste domingo em todo o Brasil

5. Revolta seletiva

Pronunciamentos na TV de Dilma Rousseff e do PT, nos últimos meses, vêm sendo acompanhados de ‘panelaços’, que são manifestações de descontentes com o atual governo brasileiro. Embora legítimos, tais protestos são direcionados justamente a dois protagonistas da política nacional, esquecendo assim outros envolvidos em polêmicas e nas crises que o País atravessa. A percepção, assim, é de uma ‘revolta seletiva’, que ao invés de compreender a situação ruim como sintomática de que algo não vem bem na política e na economia como um todo, acaba direcionando toda a sua raiva para quem está no poder, dando a ideia de que “sem o PT e sem Dilma, tudo entrará nos eixos”. Para quem não vai aos atos deste domingo, o buraco é bem mais embaixo e a discussão deveria ser ampliada.

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Via Brasil Post

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