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Sem os braços, arqueiro Matt Stutzman quer incentivar pessoas a serem melhores

Imagine-se na seguinte situação: você não tem os dois braços e te convidam para treinar tiro com arco. Parece impossível, não? O arqueiro e medalhista Matt Stutzman é mais uma prova de que o ser humano é capaz de tudo. Um dos melhores do mundo, ele nasceu sem os braços e vaio ao Brasil para participar das Paralimpíadas Rio 2016.

O norte americano foi adotado com quatro meses de idade Leon e Jean Stutzman após seus pais biológicos rejeitarem a ideia de criar uma criança com deficiência. Assim, ele cresceu na fazenda da família e acompanhava o pai em caçadas das quais fazia com arco e flecha, sem o uso de armas de fogo. Sem emprego e um tanto depressivo, Matt se lembrou das caças e nesta ideia encontrou uma possibilidade de colocar comida na mesa.

O primeiro evento internacional veio em 2011, quando ficou em quarto lugar nos Jogos Parapan-Americanos. Em 2012, o mundo se impressionou com Matt durante as Paralimpíadas de Londres, que lhe rendeu o segundo lugar em tiro com arco e um apelido: “The Armless Archer” (O Arqueiro Sem Braços). Vice-campeão Paralímpico e vice-campeão Parapan-Americano, título que veio em 2015, atualmente tem três filhos, Carter, Cameron e Alex, com a esposa Amber Schaller.

Embora pratique o esporte com exatidão, seu principal objetivo é inspirar as pessoas a fazer algo único. “É muito legal como eu descobrir uma maneira de participar de um esporte em que se utilizam as mãos. Assim que vi isso descobri que eu poderia ser o melhor em alguma coisa. Mostrar que tudo é possível é a única razão por que as pessoas apoiam o que eu faço, declarou ao Globo Esporte.

Perdendo apenas por um ponto em sua última competição nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro, ficou sem medalha, mas ainda assim Matt gostou muito do que viveu neste período. Em um post do Facebook, ele destaca que viveu uma experiência da qual nunca havia tido, que diz muito sobre o calor humano brasileiro. “Enquanto eu andava para fora da arena, fui assediado por uma porção de gente querendo fotos e autógrafos. Todo mundo estava me dizendo ‘parabéns’, ‘você é o melhor’, ‘é meu herói’. Tive um misto de emoções, porque quando você perde, não se sente como o melhor, mas aí me lembrei do por que de estar lá”, escreveu.

Ele finalizou dizendo que “no fim do dia eu motivei, fiz pessoas sorrirem e afetei positivamente ao menos uma pessoa. E é por isso que estou trazendo para casa um ouro”. Fofo, né?

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