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Por que as mulheres sentem mais frio em escritórios? A ciência explica!

Se você é mulher que trabalha em um escritório e está sempre frio, você não é a única. Acontece que a maioria dos edifícios de escritórios são mantidos a uma temperatura média que seja confortável para o homem. Mas, normalmente, as mulheres produzem menos calor corporal, o que significa que elas estão mais propensas a sentir frio no local de trabalho, segundo um novo estudo.

Por que as mulheres sentem mais frio em escritórios? A ciência explica!

Um ajuste da temperatura média de escritórios para atender as necessidades das mulheres, poderia poupar muita energia, dizem os pesquisadores. Edifícios em todo o mundo aderem a um padrão de temperatura interior determinada por um modelo desenvolvido na década de 1960 pela Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar Condicionado.

O modelo é baseado em fatores como temperatura do ar, velocidade do ar, umidade relativa, roupas, e metabolismo. "Em princípio, é um belo padrão, com base na termodinâmica - o balanço de calor entre o corpo e o meio ambiente, mas as evidências mostram que as mulheres sentem mais frio que os homens", disse Boris Kingma, biólogo do Centro Médico da Universidade de Maastricht, na Holanda e coautor do estudo.

A pesquisa conclui que, embora homens e mulheres possam se sentir confortáveis (relativamente) até uma temperatura de 33ºC, os estudos sugerem que as mulheres preferem um ambiente de cerca 25ºC, e os homens se sentem melhor a 22ºC. Em média, as mulheres são menores do que os homens, e elas tendem a ter menos músculos e mais gordura (músculos produzem mais calor do que a gordura).

Para saber se os dados sobre metabolismo das mulheres mudariam com temperaturas ideais, Kingma e seus colegas mediram as taxas metabólicas de um pequeno grupo de 16 mulheres jovens que fizeram o trabalho em um escritório. Eles descobriram que as taxas metabólicas das mulheres eram mensuráveis como inferiores aos utilizados para calcular os valores padrão para o modelo de 1960. Em outras palavras, as temperaturas normais eram muito baixas.

Os resultados mostram que quase todos os trabalhadores não precisam usar tanto ar condicionado, podendo economizar bastante energia. Os pesquisadores pedem a substituição dos valores padrão com os reais, a fim de economizar energia no aquecimento e arrefecimento dos edifícios. Além do gênero, as temperaturas padrão devem levar em conta a idade e o tamanho das pessoas e do tipo de trabalho que estão fazendo, sugeriu Kingma.

Agora, a equipe pretende intensificar os estudos, tentando-o em larga escala, para confirmar suas expectativas. 

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Via Jornal Ciência

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