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Mãe cria canal para compartilhar as pequenas vitórias do filho que nasceu sem braços

Por causa de uma má-formação, o pequeno Heitor nasceu sem os braços e com encurtamento das pernas. Mas nem por isso ele é uma criança triste, pelo contrário, está sempre com um sorriso no rosto.

“Nem todos os anjos tem asas, às vezes eles têm apenas o dom de nos fazer sorrir”, dizem os pais, Marcos Adriano Cordeiro Junior e Talitalinda Aparecida Ribeiro Cordeiro, em entrevista ao G1.

O casal, que vive em Sorocaba (SP), se casou em 2011. Talita, como é conhecida, ficou grávida de Heitor no ano seguinte. A ansiedade do casal para saber o sexo do bebê deu lugar ao medo e a um sentimento de revolta momentânea.

“Fomos fazer a ultrassonografia e a médica logo disse ‘Olha o documento dele aí’, já nos dando a entender que era um menino. Porém, logo em seguida, a médica ficou calada e eu percebi que algo estranho estava acontecendo, porque ela parecia procurar, procurar…”, conta a mãe.

Ela perguntou se havia alguém na família do casal com má-formação de membros. “Na hora eu já comecei a ficar nervosa e respondi: ‘meu irmão, ele tem um braço maior que o outro’. Foi aí que a médica contou que não estava conseguindo identificar os membros superiores do meu bebê e que os membros inferiores eram menores do que ideal para o tempo de gestação”, diz Talita. “Saí do consultório com um sentimento de revolta, me perguntando o que tinha feito de errado para merecer isso”, revela.

A médica orientou Marcos e Talita a repetir o ultrassom um mês depois, para confirmar o diagnóstico de má-formação. Mas, a mãe optou por fazer o exame com um médico especialista em feto. Na esperança do diagnóstico ser diferente, ela não mencionou o exame anterior. “Eu não estava querendo aceitar, eu estava acreditando que poderia acontecer um milagre”. Mas o diagnóstico foi confirmado.

Segundo o médico, além de ter nascido sem os braços, alguns ossos da perna esquerda de Heitor não se desenvolveram, como o fêmur e a fíbula, e o pé nasceu com apenas quatro dedos. Na perna direita, o fêmur é encurtado e aparenta estar quebrado.

“O médico ortopedista disse que nunca tinha visto um caso como o do Heitor e nos falou que é um grau de má-formação raro. Somente quando ele atingir os dois anos de idade vamos saber quais habilidades ele irá desenvolver, que cirurgias poderão ser realizadas e qual tipo de prótese é ideal para ele”, conta Marcos.

Marcos e Talita contam com doações para conseguirem pagar as despesas com cirurgias e as próteses que o filho vai precisar usar. Para isso, Talita criou uma página no Facebook e um canal no YouTube onde compartilha informações sobre o desenvolvimento de Heitor.

“Recebemos apoio de tantas pessoas, até mesmo de gente que não conhecíamos. As palavras deles nos ajudaram a enfrentar tudo com muita fé e otimismo. Foi deles a ideia de criar uma poupança para o Heitor”, diz a mãe.

Veja os vídeos:

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