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Jovem com 70% do corpo coberto por manchas supera bullying e 'aprende a amar' a própria pele

A jovem Ciera Swaringen, de 19 anos, superou barreiras e o bullying para aprender a amar sua pele - que é 70% coberta por manchas escuras de nascença.

Jovem com 70% do corpo coberto por manchas supera bullying e 'aprende a amar' a própria pele

De acordo com o "Mirror", em seu nascimento, Ciera foi diagnosticada com nevo melanocítico congênito (NMC), doença que acumula de forma anormal melanócitos de certa região da pele e gera pintas escuras através do corpo. O NMC afeta uma a cada 500 mil pessoas.

A jovem, que mora na cidade de Swarigen, na Carolina do Norte (EUA), conta que sofreu com bullying durante sua infância. Com o passar do tempo, acabou 'aprendendo a amar sua pele'.

 

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"Eu lembro de um dia estar no ônibus escolar e ouvir um garoto rir e me chamar de 'cachorro manchado'. Aquilo nocauteou minha confiança", afirmou Ciera ao "Mirror". "Os garotos adolescentes normalmentes são os primeiros que comentam quando me veem. Eles dizem coisas do tipo 'você parece que está suja, vá tomar um banho'", contou.

"Mas eu tenho muito orgulho de ser diferente. Todos nós temos algo que é incomum", acrescentou a americana.

 

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Ainda segundo o "Mirror", suas manchas assustaram médicos e seus pais David, de 55 anos, e Julie Swarigen, de 41. Eles decidiram levar a garota para ser diagnosticada no Centro Médico da Carolina, em Charlotte, e foram avisados por um médico que a doença não ameaçava a saúde da menina.

"Teve momentos em que a ignorância das pessoas chegava até ela, com comentários e olhares, mas ela permaneceu forte. Ela é uma jovem linda com uma grande personalidade. Não poderia estar mais orgulhosa", disse a mãe ao jornal britânico.

 

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Para Ciera, remover as marcas de nascença não é uma opção. Segundo o médico, não existe cirurgia para isso. Além disso, mais manchas podem aparecer ao longo da vida. 

"Minhas marcas de nascença estão constantemente crescendo e eu estou ganhando mais algumas, mas eu espero que diminua enquanto eu deixo meus anos de adolescência para trás", afirmou Ciera que apenas precisa tomar preocauções com o sol, já que ela está mais propensa a desenvolver câncer de pele.

 

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A assistente de loja, que acabou de se formar no colegial, usou a condição de sua pele para um projeto escolar. Em suas pesquisas sobre a doença, acabou descobrindo grupos no Facebook que a ajudaram a perceber que não estava sozinha no mundo. "Eu espero conseguir assistir a uma conferência sobre a doença, para conhecer outras pessoas com minhas condições", concluiu a jovem.

Ciera mora com os pais e suas três irmãs mais velhas, Randi, de 26 anos, Hannah, de 24 e Anna, de 20. Todas com a condição da pele normal.

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