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Conheça a luta desta mulher para evitar que meninas africanas participem de casamentos forçados e sofram abusos

Segundo uma pesquisa de 2012 da ONU, mais da metade das meninas com menos de 18 anos estavam casadas no Maláui, um país africano. Até ano passado, essa era uma realidade comum, já que os pais incentivavam os casamentos da filhas pequenas para transferir os custos com elas para os futuros maridos.

Theresa Kachindamoto é supervisora de um distrito de Maláui, com mais 900 mil pessoas e trabalha incessantemente, há 27 anos, para combater isso. Ela já anulou mais de 850 casamentos infantis e tenta alertar os pais sobre os perigos de permitir que suas filhas se casem tão cedo e sejam iniciadas sexualmente de forma precoce, além de incentivar que as meninas frequentem a escola.

Conheça a luta desta mulher para evitar que meninas africanas participem de casamentos forçados e sofram abusos

Uma de suas vitórias aconteceu quando o Parlamento do país aprovou uma lei proibindo casamentos de pessoas menores de 18 anos. Mas Theresa ainda quer melhorar isso. Sua intenção é que a idade aumente para 21 anos e que os casamentos não sejam permitidos antes disso, mesmo com o consentimento dos pais.

Além disso, ela luta para aprovar políticas públicas que acabem com a pobreza da região. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Maláui é muito baixo: o país está na 173a posição, em uma lista de 188 países.

A postura de Theresa incomoda muitos políticos na área, e ela, inclusive, já foi ameaçada de morte várias vezes. Mas ela não se abala e diz que continuará lutando para que as mulheres africanas tenham mais oportunidades. “Se elas forem educadas, podem ser o que quiserem”, diz.

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