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Aranha Perdoa Gremista, mas Nega Encontro: 'Não sou amigo dela, nunca fui e não tenho interesse em conhecer'

Aranha perdoa torcedora do Grêmio, mas descarta encontro e diz: 'Vai ter que pagar pelo que fez'.

O goleiro Aranha concedeu perdão à Patrícia Moreira, gremista que o chamou de "macaco" na partida entre o time gaúcho e o Santos na semana passada pelo duelo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil - a partida de volta não aconteceu porque o clube tricolor foi expulso da competição -, mas negou agendar um encontro com a torcedora.

Neste sábado, após a partida contra o Vitória, no Pacaembu, pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro, o jogador disse que o perdão só não veio antes porque ele precisava esperá-la se manifestar - mas, apesar disso, espera que ela seja punida de acordo com a lei.

"Estou satisfeito com muitas coisas que aconteceram e chateado com outras. Estou satisfeito com a mobilização que teve; com a imprensa que teve coragem para expor; satisfeito com as pessoas, com muita gente que não concorda e repudia esse tipo de ação. Estou chateado pelo que aconteceu com a casa da garota, que apedrejaram, porque não foi só ela. Até entendo a mágoa, tinha muita gente que queria extravasar, mas, se a gente quer uma nação mais justa, mais igual, a gente também tem que respeitar o próximo e saber onde vai o seu limite. Tem que tomar cuidado porque, de vítima, a gente pode passar a agressor", iniciou.

Ao ser questionado se a perdoava, ele disse que não queria se apressar. "Tem duas situações. A primeira: queriam que eu desse o perdão para ela sem que ela tivesse pedido desculpas. Não tem como antecipar as coisas. Desde que aconteceu, esperei. Os amigos mostraram que ela não era uma pessoa racista na vida dela. A outra é que, em vez de pedir desculpas, ela assumiu, deletou as redes sociais, e talvez por isso acabou tomando essa proporção. E isso foi bom. Para mim, como cristão e ser humano, precisava disso para desculpá-la e isso não quer dizer que eu não quero que justiça seja feita", explicou o goleiro.

"Um erro não justifica o outro. Por mim, como pessoa, [ela está perdoada] sim, mas existem leis justamente por isso", prosseguiu o jogador, explicando que não quer que ela fique impune.

Em seguida, o jogador foi questionado se atenderia ao pedido de Patrícia para que eles se encontrassem, o que negou.

"Não vejo necessidade, porque seria uma outra situação. Algumas pessoas diriam que eu queria me promover e ela também. Não sou amigo dela, nunca fui e não tenho interesse em conhecer, perdoo, mas ela vai pagar pelo que ela fez, do mesmo jeito que ela pediu desculpa, estou perdoando, mas ela vai ter que pagar."

Por fim, o atleta disse que, apesar da humilhação vivida, a reação das pessoas o animou, pois a rejeição ao ato de Patrícia pela maior parte das pessoas dá esperanças para mudanças.

"O que eu esperava aconteceu: a maioria da população me apoiou. Isso vai servir para mudar muita coisas. Vai abranger mais, que é a educação. No jogo seguinte, torcida do Botafogo gritou meu nome, me aplaudiu e em nenhum momento o Botafogo deixou de fazer o jogo dele. Xingamento não influencia na partida. Não é porque eu não ofendo [como torcedor] que não vou empurrar", finalizou o goleiro.

Sobre:

Você pode encontrar mais informações no Canal Uol.

Você também pode ver o primeiro acontecimento e o pedido de desculpas dela.

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