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Andador virtual e bengala com laser melhoram a vida de pacientes com Parkinson

Novas tecnologias estão melhorando a qualidade de vida de pacientes portadores de doenças graves, como o Parkinson, que provoca tremores e dificulta a coordenação.

É o caso do andador virtual GaitAid, descoberto a partir de uma pesquisa realizada na NASA com pilotos de helicópteros. Os pacientes que testaram o andador tiveram uma melhora significativa, com apenas duas semanas de treino, e sessões diárias de cerca de 30 minutos.

Resumidamente, os óculos simulam um caminho virtual que coordena o ritmo da passada do paciente. Segundo os especialistas, o dispositivo reestrutura o funcionamento do cérebro para contornar as áreas afetadas pela doença de Parkinson.

O advogado brasileiro Jayme Cavalcanti comprova os benefícios do andador virtual. “Depois de duas semanas de uso do equipamento, voltei a andar melhor”, diz ele, que treina meia hora por dia, sete dias por semana.

“Facilitar o dia a dia dos pacientes é fundamental, pois estamos longe da cura definitiva”, afirma o neurocirurgião Erich Fonoff, do Instituto de Psiquiatria do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da USP, e um dos maiores especialistas no tema.

Já a bengala LaserCane permite que o paciente dê passos mais longos, através de uma linha vermelha projetada no chão. “A pista visual incentiva o paciente a interromper os episódios de congelamento, aumentando, assim, o comprimento das passadas”, afirma a Dra. Carolina Souza, fisioterapeuta do Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 6 milhões de pessoas convivem com o Parkinson em todo mundo, e esse número deve dobrar em 20 anos, por causa do envelhecimento da população. Os dois equipamentos, o andador virtual e a bengala, são comercializados no Brasil pela Delta Medical.

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